Unexpected Thoughts!

Pau de dois bicos!

>> domingo, 30 de novembro de 2008



Perspicaz!

É uma das minhas características. Na minha opinião, demasiado apurada!

A facilidade com que junto 1+1 é estupidamente ridícula.

A ligação de certos pormenores que para a maior parte das pessoas passam despercebidos, a mim bastam-me para perceber toda uma certa situação.

Não o faço propositadamente, é automático. Pior, não procura nada, não preciso. Vem tudo ter comigo.

A verdade é que as ligações que faço, a maior parte das vezes estão correctas. Não me estou a lembrar de nenhuma que estivesse mal mas não vou dizer que acerto sempre.

Pergunto-me várias se isto é bom ou mau.

Por um lado não faço figura de parva nem passo por otária mas por outro lado, fico a saber de coisas que não preciso de saber, que podia esperar mais um pouco por saber ou que simplesmente preferia não saber.
Nem dá para tirar os pés do chão.

Rio-me por saber de certas coisas que teimam em negar ou por desculpas esfarrapadas que dão. Várias vezes respondo com um “Ah ok” ou “Uhmmm, tá bem” às explicações que me dão (que às vezes nem precisam de dar quando o assunto não tem nada a ver comigo), pois não vale a pena estar a entrar em pormenores. Mas se me perguntarem, consigo explicar por A+B porque é que não acredito ou sei de algo, assim como consigo fundamentar porque é que se trata de uma desculpa sem sentido.
Normalmente não me perguntam o porquê de afirmar algo (já que não conseguiriam contrapor) e por isso preferem negar ou dar uma desculpazita absurda mas não será por isso que, como por magia, vá deixar de saber as coisas.

No entanto, faz-me comichão o facto de subestimarem a minha inteligência.

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Segundos de Puro Céu - Parte I

>> segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Nasce hoje uma nova rubrica: Segundos de Puro Céu!

Esta rubrica foi criada com o intuito de vos levar ao céu com instrumentos... musicais!!!

Existem músicas quem têm uma parte instrumental fantástica e que, por segundos, nos podem elevar a outras dimensões (pelo menos no meu caso).

A música escolhida é "Olhos teus" do Tim e o instrumento, a gaita! (Acho que existe outro nome para a coisa mas agora não me estou a lembrar).

Lembra-se quando estavam em casa e começavam a ouvir, na rua, os afiadores de facas a tocar a dita cuja? Que saudades!!!


Oiçam dos 2m05 aos 2m45!

40 segundos de puro céu...

Olhos teus - Tim

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Alucinações!!!

>> sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Por sms:

Eu - "Migos, 6 de Dezembro, jantar em minha casa. Pode ser? Beijo"

Amigo J - "Pode ser mamário (Não perguntem). Mas porquê? Tás grávida ou vais casar? Quero ser o padrinho.

Amigo H - "Epá.. não sei... tenho primeiro que consultar a minha agenda.. mas sim, acho que sim. Mas.. pq? Vais-nos dar alguma notícia? Tás grávida??"

Só me falta chegarem cá a casa com prendas para bebé...

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Hoje...

>> quinta-feira, 20 de novembro de 2008

...estou mesmo a precisar disto...

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E porque...

>> sábado, 15 de novembro de 2008

...Há amores assim...



Já dizia a música... :)

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As T-Shirts!!!

>> terça-feira, 11 de novembro de 2008

Por causa deste post aqui da Blackstar, lembrei-me de uma situação caricata que me aconteceu no AVANTE (Avante camarada, Avanteeeeeeeeeee!!!)

Andava eu a passear pelo recinto, quando passa um menino por mim com uma t-shirt com os seguintes dizeres:



E eu sorri!
E quando reparei (encavacadérriiiiiiima), pus a cara mais séria que consegui!!!
Estão a imaginar?

Alguém mais esteve no Avante? Alguém também viu o menino desta t-shirt?
Menino da t-shirt, tás a ler? Até eras bem giro pá mas eu só muita tímida!!!

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Desafio/ Letras de Músicas

>> sábado, 8 de novembro de 2008

Vi este desafio em vários blogs e achei-o bastante original.
Experimentem! É engraçado...

A banda escolhida foram os Kings of Leon!


1. És Homem ou Mulher?

“Wow! She's such a charmer oh no”

Charmer

2. Descreve-te.

#What a night for a dance, you know I'm a dancing machine
With the fire in my bones and the sweet taste of kerosene
I get lost in the light so high don't wanna come down
To face the loss of the good thing that i have found”

Revelry

3. O que os outros pensam de ti…

“And then you go, and when you go,
you get to going way too fast, an i'm so slow
Turn out the lights, she's coming to fight,
and then she'll go”

Velvet Snow

4. Como descreves o teu último relacionamento?

“So the time we shared it was precious to me
All the while I was dreaming of revelry
Dreaming of revelry”

Revelry

5. Descreve a tua relação actual:

“Hot as a fever
Rattling bones
I could just taste it
Taste it

But it's not forever
But it's just tonight
Oh we're still the greatest
The greatest”

Sex on fire

6. Onde querias estar agora?
“i can't hardly reach you and i know it's getting harder to be you.
so i'll be driving you where nobody knows,
city agitate you, it will take a little second to break you
so i'll be driving you where nobody knows,
i'll be driving you where nobody knows.”

Where nobody knows

7. O que pensas em relação ao amor?

“We're gonna fuel the fire
We're gonna stoke it up
We're gonna sip this wine
And pass the cup

Who needs avenues
Who needs reservoirs
We're gonna show this town
How to kiss these stars”

Manhattan

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50 first dates!

>> segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Já viram o filme “50 First Dates” com o Adam Sandler e a Drew Barrymore?
Vi-o esta tarde, apesar de não ter sido a 1ª vez, só hoje é que me bateu.

Muito irreal como todas as comédias românticas mas de vez em quando não faz mal nenhum subir lá acima e acreditar que é possível… desde que saibamos voltar a descer.

Resumido, é a historia de uma rapariga que devido a um acidente de automóvel, perde a memória a curto prazo. Lembra-se da vida toda antes do acidente mas depois desse dia, não consegue manter as memórias. Sempre que acorda, o ontem dela é o dia antes do acidente. O que acontece nesse dia, desaparece quando acorda no dia seguinte.

O gajo conhece-a e começa a gostar da rapariga. 

Todos os dias tem que fazer com que ela se apaixone por ele.
Todos os dias dão o primeiro beijo.

É uma boa mensagem.

Não encarar os dias como uma continuação do anterior. 
Não arrastar sentimentos.

Fazer com que estes nasçam todos os dias, tornando-se frescos.
Novos!
Excitantes!
Cativantes!
Desafiantes!

Não deixar que se acomodem e se tornem chatos.
Monótonos!
Previsíveis!
Obrigações!
Sacrifícios!

No dia em que não nascerem, não se transformarem… é tempo de mudar!

Aqui fica o trailler:

E se quiserem, 10min do filme:

Agora vou dormir e amanhã não me vou lembrar deste devaneio!

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Praxe na Universidade de Évora

>> sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Parece que é tradição na Universidade de Évora os veteranos mandarem os caloiros rastejar em esterco.

Foram feitas queixas por parte de caloiros e funcionários da Universidade. Na sequência destas queixas o reitor da respectiva Universidade instaurou um inquérito aos autores desta praxe e posteriormente emitiu um despacho em que proibia qualquer acto relacionado com a praxe.

Logo de seguida, vem-me esta mente brilhante que é o Presidente da Associação de Estudantes da Universidade de Évora, António Gaudino, mandar para a imprensa, umas pérolas que são uma maravilha:

“Hábito antigo e que nunca suscitou qualquer queixa por parte dos caloiros, bem pelo contrário”. Muito pelo contrário, diz ele. Para ter vindo com este comentário, suponho que depois até lhe foram agradecer e dizer que foi o ponto alto da vida deles. É isso, senhor presidente?

Quanto ao facto do reitor ter proibido acções relacionadas com a praxe, ele riposta:

“Sabemos disso mas vamos continuar a fazê-las, nem que seja fora do recinto da Universidade. Esta é uma manifestação cultural que deve ser respeitada. Admito que há abusos casuais mas esse não têm lugar no nosso conceito de praxe, sou contra os excessos, e uma praxe bem feita, respeita as pessoas, integra, é esse o objectivo”. Não é excesso? Uma praxe bem feita? Respeita as pessoas? Integra? Onde? No seio familiar da vida animal?

António Gaudino não deixa também de referir que “nem é esta” uma das tradições académicas relacionada com as praxes de que mais gosta. Não é senhor presidente? Porquê? Não vejo razão para tal, a sério que não...


E remata:

“Pessoalmente não a considero mais correcta, mas todos os estudantes daquele curso gostam de passar pelo esterco e alguns até no segundo ano pedem para passar por aquilo outra vez! Nunca houveram queixas e já é uma tradição”. Acredito, sim senhor! Eu estou até a imaginar uma dessas conversas: “senhor presidente, senhor presidente!!! Eu este ano que voltar a atira-me na merda e rebolar, e sujar-me, e, essencialmente, integrar-me que um ano não deu para nada. Voltar a ter olhares de gozo, as pessoas a rir, a afastarem-se, aquele cheirinho tão bom que durante um ano inteiro não pude voltar a ter e me fez tanta falta. Eu quero!!! Posso? Posso, senhor presidente?” ou então a versão mais macho: “Foda-se oh António, eu adorei aquela merda (no sentido literal da palavra) do ano passado. Posso voltar a repetir este ano, pá?”

O senhor é daqueles “estudantes” que está a criar raízes nas instalações dessa Universidade, não é… senhor presidente?

Haja paciência!!!

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Mulher-Cobra

>> sábado, 18 de outubro de 2008

Saci, tens o dom das palavras e este está divinalmente escrito (Nada que seja novo em ti).

Existem vários textos teus com que me identifiquei, adorei, emocionei, me fizeram sorrir, rir. Mas este, este texto está... fantástico.

Escrevesse eu tão bem como tu e as palavras que me teriam saído, seriam estas. Só com uma pequena diferença. Em vez do:"Nunca a conheci. Dizem as pessoas que ela está louca", ficaria: "Conheço-a. Digo eu e as pessoas que também a conhecem que ela está louca."

Aqui fica:

"Dizia ela que amava, e muito, sem saber que a maldade ocupa o mesmo lugar do amor e que inevitavelmente só há lugar para um. Cozinhava ódios mas mascarava-os com pinceladas de paixão. Enganava, e enganou, muitos cegos. Enojava olhares perspicazes. Alimentava paixões obsessivas, matava-as com uma frieza calculista e vivia das histórias do passado. Contava insistentemente aquela história, ou a outra, naquele dia de inverno, ou de verão, em que lhe fizeram isto ou aquilo. Precisão era palavra inexistente no seu dicionário. Para ela havia uma única verdade e quem não bebia dela era alvo a abater. Verdades, verdadinhas, jurava ela, eram na realidade mentiras, mentirinhas, algumas desproporcionadas, na maioria muito cruéis. E viveu assim. Muitos anos. Cada dia era uma batalha, com estratégias mal amanhadas e aliados descartáveis. Todos os dias ia a jogo sem se aperceber que jogava sozinha, uma espécie de paciência a que só os novos cegos se resignavam. 

Nunca a conheci. Dizem as pessoas que ela está louca. Quem a conheceu diz que é sua condição natural. Dizem-me que está velha e sozinha. Quem a conheceu diz que seria inevitável de quem se alimenta de amizades fast-food. E de cigarro numa mão e copo noutra, continua a contar as mesmas histórias mal resolvidas, fantasias temperadas com uma ou outra verdade. Ouvem-na as pedras, as árvores e os montes. Os únicos que dela não puderam fugir. 

Dizia ela que amava, e muito, sem saber que a maldade ocupa o mesmo lugar do amor e que inevitavelmente só há lugar para um."


Texto retirado daqui

Inacreditável com ainda podem existir criaturas assim...

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